terça-feira, 7 de maio de 2013

Reunião Geral hoje

Pessoal, não se esqueçam de nossa reunião hoje, às 16 horas, na UBS!
Aguardamos vocês!
Abraços,

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Reunião II

Nessa segunda reunião não ocorreu nada de diferente em relação a primeira, basicamente foi uma continuação. Ocorreu uma reflexão de como será feito o projeto, e mais uma vez foi proposta uma atividade de levantamento bibliográfico.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Carta à Sociedade Civil Organizada em defesa do SUS

CARTA ABERTA À SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA

O Dia Mundial da Saúde, comemorado em 07 de abril, é um marco importante: um momento em que vários movimentos e entidades sociais saem às ruas para lutar por uma Saúde Pública, Universal e de Qualidadepara todos os brasileiros. Desde a criação do SUS (Sistema Único de Saúde), em 1988, até hoje, ainda lutamos pela total implantação desse Sistema, que colocou a Saúde como um direito de todos e dever do Estado, privilegiou as ações de prevenção e promoção da saúde e a efetiva participação da população.
Os cuidados com a saúde pública, no entanto, não tem avançado e o povo de São Paulo sabe muito bem a peregrinação a que é submetido para ter um atendimento de saúde adequado. As deficiências no acesso a qualquer profissional de saúde, a demora na realização de exames, a ausência de especialidades médicas, a longa espera para a realização de cirurgias e a falta de medicamentos continuam presentes no cotidiano do paulistano. São muitos os hospitais fechados ou abandonados pela administração pública municipal anterior que poderiam ser recuperados para as necessidades de saúde de seus usuários.
Em São Paulo, a administração dos serviços públicos foi em grande parte entregue às empresas privadas que apenas visam o lucro, reforçando um modelo centrado na doença e não na prevenção e promoção da saúde. Os bilhões de reais do dinheiro público entregues à iniciativa privada deveriam colocar São Paulo em 1° lugar no atendimento à saúde, porém não é o que tem acontecido, além de que esta verba não passa pelo controle social. Podemos constatar um profundo sucateamento das unidades públicas de saúde, alinhado a uma política de arrocho salarial e precarização das condições de trabalho no SUS.
Neste Dia Mundial da Saúde, nós, usuários e trabalhadores do SUS, reiteramos nosso posicionamento contra o modelo privatista, que entrega às Organizações Sociais a gestão da Saúde transformando-a em mera mercadoria lucrativa e destruindo os direitos conquistados historicamente pela classe trabalhadora. E por essas razões, nós dos movimentos populares e sociais, entidades, sindicatos e fóruns, saímos às ruas para exigir a garantia de que nossas bandeiras de luta tenham sua implementação iniciada ainda em 2013:

1. Definir imediatamente o terreno e a planta básica dos hospitais de Parelheiros, Vila Brasilândia e Vila Matilde;

2. Reassumir a gestão das unidades de saúde atualmente sob contrato de gestão com OSs;

3. Iniciar imediatamente a construção das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) conforme compromisso de gestão e ampliar a rede de acordo com a necessidade da população;

4. Revogar imediatamente o decreto municipal 52.914 de Janeiro de 2012;

5. Reverter o modelo de pronto atendimento na cidade, priorizando ações na atenção básica, visando à prevenção e promoção da saúde;

6. Submeter aos Conselhos de Saúde os planos, programas e projetos de saúde, incluindo os respectivos orçamentos, com a finalidade de retomar a construção do SUS na cidade;

7. Convocar imediatamente, nos termos da lei, a Conferência Municipal de Saúde;

8. Iniciar a abertura de discussões com os trabalhadores e outros setores, sobre a Carreira do SUS em São Paulo; viabilizar concursos públicos como medida para sanar o déficit de pessoal; investir em educação permanente e criar planos de carreira;


9. Respeitar as deliberações das Conferências de Saúde (Municipal, Estadual e Nacional) que, em conjunto, são a expressão mais democrática do que os cidadãos brasileiros querem para a saúde de seu país;

10. Defender a primazia do Estado na condução das políticas públicas e dos direitos sociais;

11. Promover ações intersetoriais visando a articulação e a integração de políticas sociais para a população, ampliando o acesso aos direitos sociais como moradia, alimentação, esporte, lazer, cultura, trabalho, emprego e renda;

12. Promover progressivamente a implementação de serviços públicos de saúde, combatendo seu sucateamento e privatizações;

13. Fortalecer e implementar em sua plenitude a Rede de Atenção Psicossocial, na perspectiva da Reforma Psiquiátrica e da luta antimanicomial;

14. Aumentar o repasse de verba, o número de leitos hospitalares e a estrutura do SUS com a mesma vontade de organização dos grandes eventos esportivos, enquanto grande legado para a população brasileira.

Contra o desmonte do SUS público estatal e às medidas do governo federal de fortalecimento do setor privado de saúde, reafirmamos nossas bandeiras:

• Defesa de investimento de recursos públicos no setor público.
• Exigência de 10% da receita corrente bruta da União para a saúde.
• Pela Inconstitucionalidade das Leis que criam as Organizações Sociais.

A nossa luta contra a privatização da saúde é também a luta contra a liquidação dos direitos sociais e das políticas públicas!

terça-feira, 2 de abril de 2013

Reunião

   Antes do descanso proporcionado pelo feriado, realizamos uma pequena reunião para planejarmos como será feito o projeto. Foram sugeridos dois temas, um relacionado com a percepção dos úsuarios da UBS durante o tratamento e outro relacionado a violência institucional. Após uma breve discussão concordamos que o melhor tema era a violência institucional, por ser um tema mais amplo.
   Depois que o tema foi sugerido discutimos brevemente o que deverá ser feito, concluímos que devemos inicialmente realizar uma pesquisa bibliográfica sobre o tema para termos um modelo de como escreveremos o projeto.
   A última reunião foi importante para organizamos o projeto, escolhendo seu tema e iniciando a busca bibliográfica.

Violência Institucional II

   Após a última atividade já relatada no último post ´´Violência Institucional``, realizei mais uma atividade individual na UBS. A atividade pode ser descrita em duas partes, a primeira parte na qual acompanhei as atividades da Enfermeira, e a segunda parte na qual acompanhei as atividades dos auxiliares de Enfermagem. Recebi como instrução observar a relação dos usuários da UBS com os profissionais da UBS.
   Nas duas atividades os pacientes atendidos foram onze no total. O primeiro paciente atendido pela Enfermeira foi uma criança de 3 anos que estava com febre nos últimos 6 dias, posteriormente ela foi redirecionada para a avaliação do pediatra. O demais pacientes atendidos foram uma mulher adulta, um idoso, uma criança e uma senhora. Estes pacientes estavam reclamando de dores nas costas, dores no estômago, coceira, dores de cabeça e cansaço repectivamente. Pude observar que a enfermeira foi muito formal durante a consulta e foi muito atenciosa, o que explica os elogios que recebeu dos pacientes, apenas na primeira consulta houve uma certa infatilização com o paciente devido a pequena idade deste.
   Os auxiliares de enfermagem atenderam pela ordem de chegada duas senhoras, um senhor, um bebê, uma senhora e outro senhor. Todos os pacientes tiveram seus sinais vitais medidos, apenas uma senhora levou uma injeção. O atendimento realizado pelos auxiliares de enfermagem foi rápido, eles também foram muito formais com os pacientes.
   Com a atividade proposta pude observar o tratamento dos profissionais da UBS com seus pacientes. Na segunda parte da atividade em que observei os auxiliares de enfermagem não pude aprender muito. Particulamente achei a atividade de acompanhar os auxiliares de Enfermagem sem sentido, pois uma das primeiras atividades que realizei na UBS foi observar eles. Ao contrário da primeira atividade que teve sentido, pois eu ainda não tinha acompanhado as atividades da enfermeira da unidade, com essa atividade pude entender a função da enfermeira na UBS. Também pude observar um problema na UBS, muitos pacientes foram encaminhados depois de atendidos pelos profissionais já mencionados para o médico, o que acaba levando a um sobrecarregamento destes devido ao seu baixo número na UBS.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Segundo dia - um pouco além.



          No dia 11 fui novamente para a unidade, prosseguir no processo de conhecê-la. O primeiro lugar em que acompanhei o trabalho, por um tempo suficiente para perceber como era a dinâmica geral do setor, foi o balcão onde as consultas eram marcadas e eram dadas as informações gerais. Achei um local muito privilegiado de se estar na unidade no sentido da articulação entre os serviços entre si e sua relação com os usuários, pois era o primeiro contato desse usuário com os profissionais de saúde. Era onde a primeira assistência, no sentido mais amplo e não médico da palavra, se realizava. Como nos outros setores,  tudo era muito organizado e esquematizado. As funcionárias me explicaram brevemente sobre a nova divisão dos usuários por cores. Eram 4 grupos de cores, que seguiam uma divisão territorial, e no sentido prático, pelo que entendi, direcionava os horários das consultas.
           Numa área próxima ao balcão, os prontuários eram guardados. Quando um usuário chegava e era encaminhado, junto ao seu prontuário, á atenção primária, fichinhas indicando o procedimento a ser feito (curativo, medicação, exame, etc...) eram postas junto á esse prontuário. A meu ver, é algo bem simples de se fazer e que permite a fluidez na assistência e é parte da articulação entre os serviços. Outra observação nesse setor a ser comentada aqui é que foi visível o atendimento diferente que as funcionárias davam aos usuários ‘’carimbados’’ da UBS, ou seja, pacientes muito frequentes no lugar, cujas demandas são um tanto nebulosas, e que apresentam complicações constantes, até mesmo previsíveis. É bem provável que esse tratamento um tanto diferente não seja exclusivo do setor, mas por elas terem mais contato com todos os usuários, já incorporaram no seu modo de trabalho o lidar diferente com esses pacientes. O que chamo de diferente na forma de tratamento dessas funcionárias não envolvia nenhum tipo de desrespeito ou violência, era mais como se tivessem tolerância menor com as demandas muitíssimo complicadas desses pacientes.
Saindo do balcão, fui para a área da atenção básica, com profissionais da Enfermagem. Primeiro com o técnico, que ficava numa antessala. Ele lidava com os prontuários que chegavam com os usuários. Tinha uma conversa rápida, que envolvia não só os aspectos burocráticos do acompanhamento ao paciente, mas também aspectos relacionados ao  bem –estar.  Era algo como dizer um simples "está doendo muito?" seguido de uma brincadeira para uma criança machucada, mas que sem dúvida já era um cuidado.
 Por último, pude acompanhar uma consulta de atenção primária com uma enfermeira.  Foi uma conversa relativamente longa (se considerarmos o tempo de uma consulta com médico, por exemplo), na qual a profissional fez perguntas sobre os hábitos da paciente, sua rotina, o que comia, etc... A usuária se queixava de uma sensação constante de queimação na região do estômago, que piorava quando ela ficava nervosa por algum motivo.  
            Tive a oportunidade de ver o quanto a estratégia de atenção primária quebra com a lógica tradicional do atendimento de saúde, que exclui a conversa e o saber mais sobre o paciente como possível (e necessário) instrumento do trabalho de assistência.  Contando sobre como ficava muitas horas sem comer no trabalho, fiou claro para a enfermeira que os sintomas apresentados poderiam ser facilmente amenizados com uma mudança nos horários de alimentação, e no evitar alimentos ácidos. Essa foi a recomendação passada, e tive a clara impressão, que a paciente, ao sair da UBS, sentiu-se bem assistida. A usuária pediu para que lhe fosse passado algum medicamente, mesmo sabendo que a profissional não era uma médica. Não percebi sinais da sempre esperada noção tradicional de que o atendimento em saúde é hierarquizado. A enfermeira, porém, lhe explicou da impossibilidade de prescrever remédios, mas deixando claro que suas demandas não estavam sendo negligenciadas, me fazendo refletir sobre a importância da atenção primária. Mesmo que o usuário seja encaminhado ao médico, especialista ou não, posteriormente, a atenção primária se coloca como uma base forte e humanizada do atendimento público, como uma referência de cuidado na qual os pacientes acessam seu direito á Saúde.

Primeiro dia - primeiros contatos.


                                                                
No dia 8 de Março, fiz a primeira visita de reconhecimento á UBS. Embora já tivesse ido uma vez, não tinha circulado pelos setores e nem conversado com os funcionários acerca dos modos que os serviços eram realizados.
 O primeiro lugar visitado foi a farmácia, onde se entrega os medicamentos que constam na lista do SUS aos pacientes gratuitamente, e, pelo que percebi, onde é possível fazer uma espécie de controle do uso de medicamentos na assistência  de cada usuário, por meio de sistemas informatizados. Lá, a preceptora Cris nos contou,  para mim e a minha dupla, Thaís, do projeto amplo que está sendo realizado na UBS sobre a violência institucional lá presente, e a nossa parte em específico, que é a violência contra crianças, com particular enfoque na violência envolvendo gênero. Confesso que fiquei bem empolgada, já naquela hora pensamos nas possibilidades de pesquisa, referências, etc...
Depois, fomos ver rapidamente um grupo, acompanhado por uma psicóloga, de crianças com problemas na escola. Eram cerca de 10 meninos e meninas com idade de 8 a 12 anos, aproximadamente. Como infelizmente a visita foi bem rápida, não pude perceber tanto sobre o grupo, apesar de que, numa primeira impressão, pareceram crianças aparentemente típicas, com pequenas brincadeiras próprias de sua idade. Apenas uma delas me chamou a atenção, que acho justo comentar aqui. Um garoto de mais ou menos 11 ou 12 anos estava com um arranhão na altura da barriga, e puxava a camisa que estava vestindo, como que para mostra-lo.  Quando a psicóloga perguntou, em tom de brincadeira, como ele tinha se arranhado, ele respondeu, também rindo e com olhar convencido, que tinha sido arranhado pelas meninas, pois era ‘’gostoso’’ demais. O diálogo me chamou a atenção pela coincidência com o tema de nossa parte da pesquisa sobre violência entre crianças, a que envolve gênero. Pensei que a resposta do garoto era uma boa abertura para conversar sobre violência entre meninos e meninas, seus significados,  suas diferenças, aspectos sexuais dos pequenos conflitos lúdicos (especialmente nessa idade), etc... O tempo era corrido, mas de qualquer modo, já fiquei satisfeita em perceber que, a julgar por esse episódio, as crianças não estarão de todo fechadas para conversar sobre esses assuntos.
Depois, fomos de carro conhecer o território, mas fomos impedidos de continuar pela chuva forte. Acabamos vendo apenas a parte mais economicamente privilegiada do lugar. O que chamava  imediatamente a atenção era a gritante a desigualdade social no lugar, verdadeiras mansões perto de barracos, um colégio particular caro e enorme contrastando com o colégio público do bairro.  Alguns moradores dessas mansões são usuários cadastrados na UBS, mas são bem poucos, e boa parte deles, funcionários dessas casas que dormem lá. Era curioso o motorista já ter memorizado quem eram essas pessoas, suas respectivas casas e até suas profissões, de tão poucos.
Retornamos então á unidade e fui ver o serviço de agendamento de exames  e consultas especializadas.  A responsável me explicou que usava o sistema SIGA,  um sistema informatizado padrão, usado pela maioria dos serviços de saúde no estado de SP. Era um sistema muito prático, o formato do site era bem intuitivo e lá as informações sobre todos os usuários eram armazenadas. Também me falou sobre exames laboratoriais requisitados pelos profissionais da saúde aos usuários, que entregavam os materiais na própria UBS. A unidade então se encarregava de encaminhá-los, ou para um laboratório do governo, ou para um particular contratado. O último setor a ser visitado foi o da vacinação, que tem uma história bem antiga no lugar, e, ao meu ver, uma história bem antiga também no imaginário dos usuários, que estão há muito  acostumados a ver posto de saúde como ‘’posto de vacinação’’.  Um profissional cuidava do lugar, e explicou para mim e para Thaís o calendário oficial de vacinação, seus próprios registros e que também usava o Sistema Siga. Comentou conosco que era um serviço chave, pois, por meio das crianças pequenas, que são constantemente vacinadas por certo período, podia conversar com suas famílias sobre a saúde deles, sobre a situação da carteira de vacinação da mãe, etc..
Foi um dia bem proveitoso, em que pude ver a variedade de serviços que há na Unidade, como todos conseguem ser bem sistematizados, mas não fechados. Que se organizam em esquemas bem padronizados e com procedimentos fixos, mas não esquecem a flexibilidade necessária para que um serviço de saúde que lida com várias pessoas diferentes possa ser o mais abrangente possível.