quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Olá a todos,

É a primeira vez que estou postando no blog, pois só agora consegui entender como funciona, portanto também é uma espécie de teste.


Quarta-feira passada (26/09) participei de uma atividade no posto de saúde, na qual acompanhávamos o serviço, acontecendo em tempo real, observando como funcionava a UBS. O meu trabalho era observar a recepção.
Logo ao chegar a recepcionista me explicou rapidamente os procedimentos mais comuns, tais como, receber o paciente, identificá-lo como de demanda ou pré-agendado, pegar seu cartão do posto para ver o número e a área da qual pertence e então pegar sua ficha e encaminhar para a triagem. Me explicou também que para os pacientes agendados, a ficha já está separada desde o dia anterior. Esses agendamentos são feitos de acordo com as áreas da região, sendo cada área agendada para determinado dia da semana.
Após essa explicação rápida, fiquei somente observando o que ocorria no local. Chegaram pacientes de demanda e com consulta agendadas. Também tiveram pacientes com algumas dúvidas que precisavam do cartão SUS e do cartão do posto. Quando o cartão SUS foi solicitado, ele foi feito na hora pela recepcionista, e no caso do cartão do posto, ela orientou o paciente dizendo-o que para faze-lo era necessário o endereço da residência, e então posteriormente o ACS da área passaria em sua casa para resolver o problema.
Na minha opinião em todos os momentos os pacientes foram bem informados quanto a suas dúvidas e tiveram seus problemas solucionados, me dando a impressão que o trabalho no local é muito bem feito.
Achei muito válida a experiência de acompanhar o atendimento da recepção, pois é de lá que se inicia todo o serviço, e desse modo pude ter uma idéia muito melhor de como funciona a organização dos serviços em um posto de saúde. Além disso, a discussão com os outros membros do grupo que acompanharam outros serviços do posto também foi muito rica, e ilustrou bem o modo como as coisas acontecem no dia a dia, das pessoas da comunidade. 
Podendo entender melhor pelo que a população costuma passar, pelo menos quando chegam ao posto e quais suas demandas, é bem mais fácil saber todo o contexto da população e assim gerar trabalhos mais produtivos em qualquer âmbito da saúde. Acredito que para isso seria interessante daqui pra frente conhecer mais o território em si, para completar a idéia de contextualização dos usuários.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Relatório - Thaína


Sou aluna de enfermagem e meu primeiro encontro foi na sexta-feira, dia 28/09, junto com a Nicole, o Mateus e a Isabel.
Para conhecer a UBS e entender um pouco mais sobre seu funcionamento, minha atividade também foi simular ser uma paciente, que nunca tinha ido à UBS antes e sentia muita dor nas costas, principalmente após limpar a casa.
Na recepção, fiz meu 'cartão sus', com o qual poderia ser atendida na demanda espontânea. A recepcionista me explicou como funcionava a demanda espontânea e, caso eu precisasse de acompanhamento, teria que fazer o cartão da UBS e morar dentro do território por ela assistida.
Após isso, fui chamada pelas auxiliares de enfermagem que aferiram minha pressão e verificaram meus batimentos. Depois, passei pela enfermeira que fez uma breve anamnese e me orientou a passar pela médica e frequentar um dos grupos da UBS.
Depois que terminei a atividade de simulação proposta, acompanhei a enfermeira em uma consulta de uma senhora com tosse e dores no peito. A enfermeira solicitou exame de BK e um eletrocardiograma, mas a senhora evadiu antes de realizar o exame. Acompanhei a realização de um exame de eletrocardiograma em um outro senhor que estava na UBS.
Gostei muito desse primeiro dia, foi uma experiência muito legal para mim!
Olá!!
Teste..

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Boa tarde,
É a primeira vez que posto no blog da UBS Jardim D'Abril. Gostaria de comentar a minha experiência do dia 26 de setembro, quarta feira passada. Nessa ocasião tive a oportunidade de conhecer a equipe que ficará comigo durante esse semestre do PET Saúde. Para conhecermos melhor a UBS e seu funcionamento, cada aluno recebeu tarefas que possibilitariam melhor compreensão das atividades do dia a dia da UBS. A minha tarefa era atuar como um paciente que nunca tinha entrado da UBS Jardim D'Abril e gostaria de ser atendido, sua queixa era uma lombalgia e ela havia sido encaminhada de um AMA. Confesso que mesmo após participar de outras disciplinas que foquem a Atenção Primária, me senti um pouco insegura ao me passar como paciente, porém essa insegurança me ajudou a compreender as dificuldades que um paciente enfrenta assim como descobrir algumas.Achei uma atividade muito proveitosa, e estou ansiosa para os próximos encontros.

sábado, 29 de setembro de 2012

Caronas e Facebooks

     Bom galera, esse post aqui existe para pegarmos o facebook de cada um, para interagirmos melhor. Isso será muito importante mais pra frente, se precisarmos fazer um seminário ou qualquer coisa do tipo em conjunto. Podemos até criar um grupo no face para a ocasião.
Aqui vai o meu: http://www.facebook.com/eduardo.rejowskidecarvalho

     Em relação as caronas, toda terça ou qualquer outro dia de reunião geral eu passo pela Cidade Universitária (entro pelo P1 e saiu pelo P2). Se alguém tiver interesse é só me ligar: (11) 9 9989-1188 ou deixar uma msg Inbox no face.

Beijos e abraços

Relatório Edu - 25/09/2012

Boa noite a todos!

Bom essa é a primeia postagem minha e vou falar da minha percepção no dia 25/09/2012.
Muitas coisas me chamaram a atenção, principalmente em relação a infraestrutura da UBS Jd D'Abril.
Ao meu ver algumas salas mudaram e foram amplificadas e a máquina de estereficação (cujo o nome eu sempre esqueço) foi concertada, acabando assim com o custo de transporte de materiais contaminados para outra UBS.

Contudo o que mais me chamou a atenção foi sem dúvida a palestra da Dra. Mia Umeda a respeito da Hanseníase (Lepra). A palestra foi muito boa e me acrescentou muito porque ainda não tinha ouvido falar muito dela na faculdade. Outro detalhe importante foi a presença de muitos Agentes de Saúde, que representam uma papel fundamental na estratégia de Saúde da Família. Sempre é bom conviver e interagir com as pessoas que fazem o elo paciente-UBS.

De resto um forte abraço a todos e bom PET 2012/2013 para nós!

25/09/2012

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Primeira atividade na UBS do Jardim d’Abril. Na reunião, havíamos acertado que eu e o Eduardo seríamos uma dupla, cuja preceptora seria a Gisela, enfermeira. Quando cheguei à UBS, encontrei a Mara, assistente social e também preceptora, com a sua dupla, Isabela, da odontologia, e Aline, da nutrição. Em vez de nos separarmos em dois grupos, faríamos os seis uma visita aos espaços da UBS e assistiríamos à capacitação de agentes de saúde sobre hanseníase.

A Mara e a Gisela foram nos guiando pelos corredores e salas da unidade. Os serviços nos foram apresentados quando chegávamos ao local em que eles aconteciam. Curioso isto, não tinha me ocorrido na hora: é muito forte a ligação entre uma prática e o espaço em que ela ocorre, tão forte que a prática se deu a conhecer a partir do lugar que ela ocupa na unidade. Nesse sentido, interessante pensar que há uma especialização muito grande no espaço – a farmácia, a sala do dentista, consultórios médicos, sala do serviço social – e que ela realmente deve ser necessária para dar conta das demandas que o a UBS recebe. Por outro lado, o SUS tem como horizonte uma prática universal e integrada, que podemos entender como sendo para todos e também por todos. Que espaços da UBS facilitam um trabalho interdisciplinar, integrado? Agora me ocorrem apenas as salas de reunião.

Durante a visita das instalações, me senti inundado de informações. O serviço é muito extenso e me pareceu cheio de meandros e especificidades, que gostaria de ter conhecido com mais calma. A cada lugar que eu ia entrando, um mundo ia se esboçando para mim: todo um jeito de se pensar a saúde, as relações com a comunidade, como se lida com os usuários e que demanda costumam ser identificadas com cada setor. O que me chamou mais atenção foi com as práticas do serviço social ora se aproximam muito de práticas da psicologia ora contrastam bastante com elas. Lá se trabalha muito com famílias, pensando a dinâmica familiar, o que não é estranho para a psicologia. No entanto, tive a impressão que se trabalha a partir de pârametros já concebidos do que seria uma família funcional, uma noção que pode ser problematizada por muitas correntes de pensamento da psicologia.

Interrompemos a visita no meio, acho que tínhamos terminado de visitar a sala de vacinação, para assistir à capacitação dos agentes de saúde. Nesse momento me percebi com um completo estrangeiro, pois se tratava de uma médica apresentando slides sobre hanseníase para vários agentes comunitários. Formas de detectar a doença, dados epidemiológicos, fotos de pessoas com a doença. Perguntas sobre neurite e como diferenciá-la da hanseníase. Aí já estava me sentindo um marciano: o que um aluno de psicologia está fazendo aqui? Acho que não era o único que pensava assim. No final da apresentação a médica se dirigiu a mim: “Primeiro ano?” “Não. Estou no terceiro. E cada um aqui é de uma faculdade diferente.” “Ah, mas vocês já tiveram dermatologia?” “Não eu faço psicologia!” “Ah...” Ela, então, começou a conversar com o Eduardo, que estuda medicina. Depois de um tempo, voltou a falar comigo e disse que, “de psicológico”, a hanseníase tinha muito preconceito. Que ela recomendava para os pacientes nem contarem o diagnóstico deles, só para a esposa ou esposo. E quando ia justificar o afastamento do trabalho, colocava outro CID. Fiquei pensando que lugar a psicologia pode ou poderia ocupar nesse cenário. Voltando-se para o trabalho dos agentes? Colocando-se em diálogo com os outros profissionais, em uma proposta interdisciplinar?

Terminamos a visita rapidamente. Faltava pouco coisa para conhecer. Visitamos a sala em que se faz um primeiro atendimento, a farmácia e a área restrita para funcionários. Ah, fomos também ao RH assinar o ponto. Enquanto dirigia, voltando da UBS, fui pensando que o que mais me ocupou durante as atividades foi o interesse em saber como é possível construir um campo em que as diferentes práticas e os diferentes saberes ligados à saúde interajam e convivam colaborativamente. Pelo que vi lá, não é fácil. Há muita especialização dos profissionais e cada um goza de um status profissional que pode ser mais ou menos valorizado. Também me interessou observar como já há uma posição pré estabelecida para cada profissão. Achei estranho, por exemplo, estar numa capacitação sobre hanseníase, como se eu não coubesse ali e não fosse um assunto da minha área. E a médica, ao me identificar com a psicologia, me endereçou questões específicas. Pensei, ainda nesse sentido das diferentes profissões em um mesmo campo, que cada uma dessa profissões compõe um olhar singular para esse campo. Seria diferente se a Ana Paula me apresentasse a UBS, pela sua pessoa e pela sua profissão. O olhar de um pessoa constrói uma imagem muito própria daquilo que o olho observa. Se são muitos os olhos e olhares, mais diversas serão essa imagens, embora elas sejam evocadas por um mesmo objeto do olhar. Mas será que realmente é o mesmo objeto? A UBS apresentada pela Mara e pela Gisela seria a mesma que outras pessoas me apresentariam?

(Nicole, acabei de ler seu relato. Fiquei curioso para saber se você se sentiu uma paciente fictícia o tempo todo ou se, no meio do processo, acabou se percebendo como paciente de fato.)