quinta-feira, 13 de junho de 2013
Reunião Geral PROPET, na Faculdade de Odonto
Além de uma aula sobre ética em pesquisa e das apresentações dos projetos de algumas das UBSs (a nossa apresentação ficou para o próximo encontro), participamos de uma dinâmica - Nicole ou Ana, vcs se lembram do nome da atividade?
Enfim, tínhamos que representar, a partir de desenhos, todas as nossas atividades no PROPET até agora!
Foi divertidíssimo, e até que o resulatdo final ficou m uito melhor do que esperávamos :)
A reunião proporcionou o compartilhamento do trabalho realizado em outras UBSs (alguns realmente muito interessantes), e melhor entendimento dos trâmites das pesquisas pelos comitês de ética.
terça-feira, 7 de maio de 2013
Reunião Geral hoje
Pessoal, não se esqueçam de nossa reunião hoje, às 16 horas, na UBS!
Aguardamos vocês!
Abraços,
Aguardamos vocês!
Abraços,
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Reunião II
Nessa segunda reunião não ocorreu nada de diferente em relação a primeira, basicamente foi uma continuação. Ocorreu uma reflexão de como será feito o projeto, e mais uma vez foi proposta uma atividade de levantamento bibliográfico.
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Carta à Sociedade Civil Organizada em defesa do SUS
CARTA ABERTA À SOCIEDADE CIVIL ORGANIZADA
5. Reverter o modelo de pronto atendimento na cidade, priorizando ações na atenção básica, visando à prevenção e promoção da saúde;
O Dia Mundial da Saúde, comemorado em 07 de abril, é um marco importante: um momento em que vários movimentos e entidades sociais saem às ruas para lutar por uma Saúde Pública, Universal e de Qualidadepara todos os brasileiros. Desde a criação do SUS (Sistema Único de Saúde), em 1988, até hoje, ainda lutamos pela total implantação desse Sistema, que colocou a Saúde como um direito de todos e dever do Estado, privilegiou as ações de prevenção e promoção da saúde e a efetiva participação da população.
Os cuidados com a saúde pública, no entanto, não tem avançado e o povo de São Paulo sabe muito bem a peregrinação a que é submetido para ter um atendimento de saúde adequado. As deficiências no acesso a qualquer profissional de saúde, a demora na realização de exames, a ausência de especialidades médicas, a longa espera para a realização de cirurgias e a falta de medicamentos continuam presentes no cotidiano do paulistano. São muitos os hospitais fechados ou abandonados pela administração pública municipal anterior que poderiam ser recuperados para as necessidades de saúde de seus usuários.
Em São Paulo, a administração dos serviços públicos foi em grande parte entregue às empresas privadas que apenas visam o lucro, reforçando um modelo centrado na doença e não na prevenção e promoção da saúde. Os bilhões de reais do dinheiro público entregues à iniciativa privada deveriam colocar São Paulo em 1° lugar no atendimento à saúde, porém não é o que tem acontecido, além de que esta verba não passa pelo controle social. Podemos constatar um profundo sucateamento das unidades públicas de saúde, alinhado a uma política de arrocho salarial e precarização das condições de trabalho no SUS.
Neste Dia Mundial da Saúde, nós, usuários e trabalhadores do SUS, reiteramos nosso posicionamento contra o modelo privatista, que entrega às Organizações Sociais a gestão da Saúde transformando-a em mera mercadoria lucrativa e destruindo os direitos conquistados historicamente pela classe trabalhadora. E por essas razões, nós dos movimentos populares e sociais, entidades, sindicatos e fóruns, saímos às ruas para exigir a garantia de que nossas bandeiras de luta tenham sua implementação iniciada ainda em 2013:
1. Definir imediatamente o terreno e a planta básica dos hospitais de Parelheiros, Vila Brasilândia e Vila Matilde;
2. Reassumir a gestão das unidades de saúde atualmente sob contrato de gestão com OSs;
3. Iniciar imediatamente a construção das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) conforme compromisso de gestão e ampliar a rede de acordo com a necessidade da população;
4. Revogar imediatamente o decreto municipal 52.914 de Janeiro de 2012;
5. Reverter o modelo de pronto atendimento na cidade, priorizando ações na atenção básica, visando à prevenção e promoção da saúde;
6. Submeter aos Conselhos de Saúde os planos, programas e projetos de saúde, incluindo os respectivos orçamentos, com a finalidade de retomar a construção do SUS na cidade;
7. Convocar imediatamente, nos termos da lei, a Conferência Municipal de Saúde;
8. Iniciar a abertura de discussões com os trabalhadores e outros setores, sobre a Carreira do SUS em São Paulo; viabilizar concursos públicos como medida para sanar o déficit de pessoal; investir em educação permanente e criar planos de carreira;
9. Respeitar as deliberações das Conferências de Saúde (Municipal, Estadual e Nacional) que, em conjunto, são a expressão mais democrática do que os cidadãos brasileiros querem para a saúde de seu país;
10. Defender a primazia do Estado na condução das políticas públicas e dos direitos sociais;
11. Promover ações intersetoriais visando a articulação e a integração de políticas sociais para a população, ampliando o acesso aos direitos sociais como moradia, alimentação, esporte, lazer, cultura, trabalho, emprego e renda;
12. Promover progressivamente a implementação de serviços públicos de saúde, combatendo seu sucateamento e privatizações;
13. Fortalecer e implementar em sua plenitude a Rede de Atenção Psicossocial, na perspectiva da Reforma Psiquiátrica e da luta antimanicomial;
14. Aumentar o repasse de verba, o número de leitos hospitalares e a estrutura do SUS com a mesma vontade de organização dos grandes eventos esportivos, enquanto grande legado para a população brasileira.
Contra o desmonte do SUS público estatal e às medidas do governo federal de fortalecimento do setor privado de saúde, reafirmamos nossas bandeiras:
• Defesa de investimento de recursos públicos no setor público.
• Exigência de 10% da receita corrente bruta da União para a saúde.
• Pela Inconstitucionalidade das Leis que criam as Organizações Sociais.
A nossa luta contra a privatização da saúde é também a luta contra a liquidação dos direitos sociais e das políticas públicas!
terça-feira, 2 de abril de 2013
Reunião
Antes do descanso proporcionado pelo feriado, realizamos uma pequena reunião para planejarmos como será feito o projeto. Foram sugeridos dois temas, um relacionado com a percepção dos úsuarios da UBS durante o tratamento e outro relacionado a violência institucional. Após uma breve discussão concordamos que o melhor tema era a violência institucional, por ser um tema mais amplo.
Depois que o tema foi sugerido discutimos brevemente o que deverá ser feito, concluímos que devemos inicialmente realizar uma pesquisa bibliográfica sobre o tema para termos um modelo de como escreveremos o projeto.
A última reunião foi importante para organizamos o projeto, escolhendo seu tema e iniciando a busca bibliográfica.
Depois que o tema foi sugerido discutimos brevemente o que deverá ser feito, concluímos que devemos inicialmente realizar uma pesquisa bibliográfica sobre o tema para termos um modelo de como escreveremos o projeto.
A última reunião foi importante para organizamos o projeto, escolhendo seu tema e iniciando a busca bibliográfica.
Violência Institucional II
Após a última atividade já relatada no último post ´´Violência Institucional``, realizei mais uma atividade individual na UBS. A atividade pode ser descrita em duas partes, a primeira parte na qual acompanhei as atividades da Enfermeira, e a segunda parte na qual acompanhei as atividades dos auxiliares de Enfermagem. Recebi como instrução observar a relação dos usuários da UBS com os profissionais da UBS.
Nas duas atividades os pacientes atendidos foram onze no total. O primeiro paciente atendido pela Enfermeira foi uma criança de 3 anos que estava com febre nos últimos 6 dias, posteriormente ela foi redirecionada para a avaliação do pediatra. O demais pacientes atendidos foram uma mulher adulta, um idoso, uma criança e uma senhora. Estes pacientes estavam reclamando de dores nas costas, dores no estômago, coceira, dores de cabeça e cansaço repectivamente. Pude observar que a enfermeira foi muito formal durante a consulta e foi muito atenciosa, o que explica os elogios que recebeu dos pacientes, apenas na primeira consulta houve uma certa infatilização com o paciente devido a pequena idade deste.
Os auxiliares de enfermagem atenderam pela ordem de chegada duas senhoras, um senhor, um bebê, uma senhora e outro senhor. Todos os pacientes tiveram seus sinais vitais medidos, apenas uma senhora levou uma injeção. O atendimento realizado pelos auxiliares de enfermagem foi rápido, eles também foram muito formais com os pacientes.
Com a atividade proposta pude observar o tratamento dos profissionais da UBS com seus pacientes. Na segunda parte da atividade em que observei os auxiliares de enfermagem não pude aprender muito. Particulamente achei a atividade de acompanhar os auxiliares de Enfermagem sem sentido, pois uma das primeiras atividades que realizei na UBS foi observar eles. Ao contrário da primeira atividade que teve sentido, pois eu ainda não tinha acompanhado as atividades da enfermeira da unidade, com essa atividade pude entender a função da enfermeira na UBS. Também pude observar um problema na UBS, muitos pacientes foram encaminhados depois de atendidos pelos profissionais já mencionados para o médico, o que acaba levando a um sobrecarregamento destes devido ao seu baixo número na UBS.
Nas duas atividades os pacientes atendidos foram onze no total. O primeiro paciente atendido pela Enfermeira foi uma criança de 3 anos que estava com febre nos últimos 6 dias, posteriormente ela foi redirecionada para a avaliação do pediatra. O demais pacientes atendidos foram uma mulher adulta, um idoso, uma criança e uma senhora. Estes pacientes estavam reclamando de dores nas costas, dores no estômago, coceira, dores de cabeça e cansaço repectivamente. Pude observar que a enfermeira foi muito formal durante a consulta e foi muito atenciosa, o que explica os elogios que recebeu dos pacientes, apenas na primeira consulta houve uma certa infatilização com o paciente devido a pequena idade deste.
Os auxiliares de enfermagem atenderam pela ordem de chegada duas senhoras, um senhor, um bebê, uma senhora e outro senhor. Todos os pacientes tiveram seus sinais vitais medidos, apenas uma senhora levou uma injeção. O atendimento realizado pelos auxiliares de enfermagem foi rápido, eles também foram muito formais com os pacientes.
Com a atividade proposta pude observar o tratamento dos profissionais da UBS com seus pacientes. Na segunda parte da atividade em que observei os auxiliares de enfermagem não pude aprender muito. Particulamente achei a atividade de acompanhar os auxiliares de Enfermagem sem sentido, pois uma das primeiras atividades que realizei na UBS foi observar eles. Ao contrário da primeira atividade que teve sentido, pois eu ainda não tinha acompanhado as atividades da enfermeira da unidade, com essa atividade pude entender a função da enfermeira na UBS. Também pude observar um problema na UBS, muitos pacientes foram encaminhados depois de atendidos pelos profissionais já mencionados para o médico, o que acaba levando a um sobrecarregamento destes devido ao seu baixo número na UBS.
sexta-feira, 15 de março de 2013
Segundo dia - um pouco além.
No dia 11 fui novamente para a unidade, prosseguir no
processo de conhecê-la. O primeiro lugar em que acompanhei o trabalho, por um
tempo suficiente para perceber como era a dinâmica geral do setor, foi o balcão
onde as consultas eram marcadas e eram dadas as informações gerais. Achei um
local muito privilegiado de se estar na unidade no sentido da articulação entre
os serviços entre si e sua relação com os usuários, pois era o primeiro contato
desse usuário com os profissionais de saúde. Era onde a primeira assistência,
no sentido mais amplo e não médico da palavra, se realizava. Como nos outros
setores, tudo era muito organizado e
esquematizado. As funcionárias me explicaram brevemente sobre a nova divisão
dos usuários por cores. Eram 4 grupos de cores, que seguiam uma divisão
territorial, e no sentido prático, pelo que entendi, direcionava os horários
das consultas.
Numa área próxima ao
balcão, os prontuários eram guardados. Quando um usuário chegava e era
encaminhado, junto ao seu prontuário, á atenção primária, fichinhas indicando o
procedimento a ser feito (curativo, medicação, exame, etc...) eram postas junto
á esse prontuário. A meu ver, é algo bem simples de se fazer e que permite a
fluidez na assistência e é parte da articulação entre os serviços. Outra
observação nesse setor a ser comentada aqui é que foi visível o atendimento
diferente que as funcionárias davam aos usuários ‘’carimbados’’ da UBS, ou
seja, pacientes muito frequentes no lugar, cujas demandas são um tanto
nebulosas, e que apresentam complicações constantes, até mesmo previsíveis. É
bem provável que esse tratamento um tanto diferente não seja exclusivo do
setor, mas por elas terem mais contato com todos os usuários, já incorporaram
no seu modo de trabalho o lidar diferente com esses pacientes. O que chamo de
diferente na forma de tratamento dessas funcionárias não envolvia nenhum tipo
de desrespeito ou violência, era mais como se tivessem tolerância menor com as
demandas muitíssimo complicadas desses pacientes.
Saindo do balcão, fui para a área da atenção básica, com
profissionais da Enfermagem. Primeiro com o técnico, que ficava numa antessala.
Ele lidava com os prontuários que chegavam com os usuários. Tinha uma conversa
rápida, que envolvia não só os aspectos burocráticos do acompanhamento ao
paciente, mas também aspectos relacionados ao
bem –estar. Era algo como dizer
um simples "está doendo muito?" seguido de uma brincadeira para uma criança
machucada, mas que sem dúvida já era um cuidado.
Por último, pude
acompanhar uma consulta de atenção primária com uma enfermeira. Foi uma conversa relativamente longa (se
considerarmos o tempo de uma consulta com médico, por exemplo), na qual a
profissional fez perguntas sobre os hábitos da paciente, sua rotina, o que
comia, etc... A usuária se queixava de uma sensação constante de queimação na
região do estômago, que piorava quando ela ficava nervosa por algum
motivo.
Tive a oportunidade de ver o
quanto a estratégia de atenção primária quebra com a lógica tradicional do
atendimento de saúde, que exclui a conversa e o saber mais sobre o paciente
como possível (e necessário) instrumento do trabalho de assistência. Contando sobre como ficava muitas horas sem
comer no trabalho, fiou claro para a enfermeira que os sintomas apresentados
poderiam ser facilmente amenizados com uma mudança nos horários de alimentação,
e no evitar alimentos ácidos. Essa foi a recomendação passada, e tive a clara
impressão, que a paciente, ao sair da UBS, sentiu-se bem assistida. A usuária pediu para que lhe fosse passado algum medicamente, mesmo sabendo que a profissional não era uma médica. Não percebi sinais da sempre esperada noção tradicional de que o atendimento em saúde é hierarquizado. A enfermeira, porém, lhe explicou da impossibilidade de prescrever remédios, mas deixando claro que suas demandas não estavam sendo negligenciadas, me fazendo refletir sobre a importância da atenção primária. Mesmo que o usuário seja encaminhado ao
médico, especialista ou não, posteriormente, a atenção primária se coloca como
uma base forte e humanizada do atendimento público, como uma referência de
cuidado na qual os pacientes acessam seu direito á Saúde.
Assinar:
Postagens (Atom)